[Lembranças que o Google não apagou] Napster
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O mundo já havia conhecido a troca de arquivos através da internet, mas baixar e enviar músicas pelo IRC ou FTP não era tão prático e, para a maioria dos usuários, era uma tarefa um tanto complicada. Apesar do potencial já estar à mostra, ainda faltava um alternativa que massificasse o compartilhamento online de músicas.
A revolução
Em meio a este cenário, surge o Napster. Criado na Northeastern University, em Boston, por um rapaz de 19 anos chamado Shawn Fanning. Bastava instalar o programa gratuito e um mundo de milhares de músicas estavam prontamente disponíveis.

Mesmo com as conexões limitadas da época — no Brasil ainda prevalecia o dial-up — um infinidade de downloads diários eram feitos na nova rede, que teve o pico de 26.4 milhões de usuários em fevereiro de 2001.
Direitos autorais, pirataria e batalhas judiciais
Como não podia deixar de ser, a transferência desregrada de arquivos com direitos autorais protegidos incomodou muita gente, principalmente as grandes gravadoras, bandas, cantores e cantoras. Era o começo da pirataria pela internet.
Muitos deles viram seus trabalhos aparecerem na rede antes mesmo das datas oficiais de lançamento — qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência. Isto deu origem a uma verdadeira batalha judicial — The Pirate Bay, vocês não estão a sós.
Destacaram-se Metallica e Madonna, do lado dos artistas e A&M Records, do lado das gravadoras, até que o caso A&M Records, Inc. v. Napster, Inc. deu ganho de causa para as gravadoras.
Como o serviço possuía um servidor central (apesar de ser considerado um protocolo P2P, tecnicamente, não é), a decisão judicial forçava a empresa a monitorar o tráfego em sua rede e proibir a distribuição de material protegido. Como isto não foi possível, a companhia foi obrigada a desligar seus servidores em julho de 2001.
O legado
Ainda assim, seu legado pode ser percebido até hoje. No embalo do Napster, vieram Gnutella, Kazaa, eMule, eDonkey, Limewire e tantos outros. O Bittorrent, talvez o mais importante deles todos, e atualmente responde por 35% de todo o tráfego de dados da internet.
Mesmo as alternativas pagas, como a loja da Apple, iTunes, tem suas origens neste precursor do peer-to-peer. E, mais do que nunca, milhares de músicas, vídeos e DVDs de Metallica e Madonna são facilmente encontrados na internet.
Hoje existe um serviço pago com o nome Napster em free.napster.com. A marca, que já pertenceu à Roxio, foi comprada pela Best Buy em 2008, numa aquisição de US$ 121 milhões.
Se você já usava internet nesta época, tenho certeza que se lembra de aguardar pacientemente até 1 hora para poder ouvir uma única única música e achava isso o máximo. Estou certo?
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sim, está certo sim. mas eu não usava o napster. bons tempos da brasnet.
correção: “tráfego de dados”
vi seu comentario no efetividade.net comentando justamente um post que recomendava a revisão de textos.. hehe =)
Valeu, Elias, falha minha. :-S
[...] do mp3.com? Aquele mesmo, da época do Napster. Ele ainda tem uma seção de mp3 para downloads gratuitos. Também há um seção para streaming [...]