Google, Bing e a batalha das ferramentas de busca – uma análise

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canhao-300O lançamento da nova ferramenta de busca da Microsoft, o Bing, reacendeu os noticiários e os blogs especializados sobre a disputa pelo mercado de buscas na internet.

Esta guerra viu duas batalhas recentes. Uma foi o lançamento do site Cuil, em julho de 2008. A outra foi o Wolfram Alpha, que não é uma ferramenta de busca como conhecemos, mas também foi divulgada ao extremo.

Por fora dessa briga, correram boatos de que o Yahoo! seria vendido para a Microsoft, o que acabou não acontecendo. Este rumor voltou ao foco mais recentemente, mas perdeu seu sentido depois que o lançamento do Bing, que antes teve o codinome Kumo, foi anunciado pela gigante de Redmond.

O motivo do barulho

A razão de tanta disputa neste mercado não poderia ser outra: dinheiro, muito dinheiro. Estima-se que a indústria de propagando online ultrapasse a marca de US$ 25 bilhões em 2009. Deste montante, entre US$ 13 bi e US$ 14 bi apenas em anúncios ligados às buscas na internet.

Este valor pode chegar a quase US$ 20 bi em 2011. Vale ressaltar, estas estimativas já consideram os efeitos da crise mundial, que reduziu, mas não inverteu, a taxa de crescimento do mercado.

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Além das pesquisas representarem mais de 50% do mercado de propaganda, os produtos de cada empresa atuam em diferentes frentes e de forma complementar. Isto é particularmente evidente no caso do Google, com o AdSense e o AdWords. Como em um jogo de xadrez, há vários fatores em questão e o caso merece uma avaliação mais aprofundada.

Fracassos

Cuil – não ofereça o que não é capaz de entregar

cuilEm julho do ano passado, um grupo de ex-funcionários do Google resolveu criar um novo concorrente para a empresa. A ferramenta Cuil foi divulgada em todo site e blog, especializado ou não, em internet, jornais, televisão e mídias impressas. Todo mundo falava do novo “Google killer” (assassino do Google).

Chegada a data do lançamento, a página trazia — quando se conseguia acessá-la — resultados exdrúxulos para buscas relativamente simples. A maior lição que ficou do Cuil foi como não se deve lançar uma nova ferramenta de busca.

A empresa alegou que a demanda foi além de suas expectativas e, depois de corrigidos os bugs, ninguém mais teve interesse para reavaliar seus recursos.

Wolfram|Alpha

O site, criado pelo mesmo desenvolvedor do software de inteligência computacional Mathematica, afirmava que revolucionaria a apresentação de informações de diversas áreas da ciência, política, história, sociologia, tecnologia e tudo o mais que o homem soubesse.

Segundo o site, seu objetivo é implementar cada modelo, algoritmo e método conhecido e tornar possível computar tudo que pode ser computado sobre qualquer coisa.

O projeto é ambicioso, mas ainda está longe de atingir seus objetivos de forma completa. Apesar de não ser um fracasso por inteiro, ainda tem que mostrar pra quê veio.

Mais um desafiante – Microsoft Bing

O mais novo a disputar um pedaço desse lucrativo mercado é o Bing. A ferramenta, criada pela Microsoft para substituir o Live.com, também criou bastante burburinho antes de seu lançamento oficial. Antes do seu anúncio, os rumores eram de uma possível compra do Yahoo!, segunda no ranking mundial de motores de pesquisa.

A diferença é que, desta vez, finalmente o desafiante é uma empresa de peso. A Microsoft tem dinheiro em caixa de sobra para campanhas de divulgação, propagandas e desenvolvimento de uma estratégia de marketing pesado.

Apesar de ainda ser cedo para previsões realistas, um fato é que as críticas ao novo produto da Microsoft são, em sua maioria positivas. Ele traz uma grande quantidade de filtros e buscas personalizadas que não existiam até então. Chegou ao ponto de Steve Woz, co-fundador da Apple, dizer que já era seu .

Com a ideia de associar seu nome a resultados relevantes para os usuários, trocou o rótulo de “ferramenta de busca” para “ferramenta de decisão“. Já na primeira semana após seu lançamento, a ferramenta roubou a segunda posição do Yahoo!, mostrando que está na briga para vencer.

O que é necessário para derrubar o Google

A pergunta que tem sido feita ultimamente, mas continua sem uma resposta definitiva, diz respeito aos fatores necessários para se vencer o Google. A própria companhia de Mountain View já passou pela situação agora encarada por seus concorrentes, quando surgiu no fim da década de 90 e o Yahoo! e Altavista eram verdadeiros reis do setor. Nada parecia capaz de derrubá-los.

Neste período, a propaganda na internet estava apenas engatinhando. Muitos dos padrões hoje consolidados foram instituídos pelo próprio Google. Vencer os líderes da época foi mais uma questão tecnológica, como a criação do PageRank, do que resultado de um bom programa de marketing e divulgação.

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Alguns fatores precisam ser levados em consideração para responder o que vai destituir o Google de seu confortável trono:

Padrão – Em inglês, é comum ouvir alguém falar “Google it” querendo se referir a “Procure por isso na internet”. O nome da empresa se tornou um verbo, assim como Gilette é sinônimo de lâmina de barbear. Isso, simplesmente, é difícil de tirar da cabeça dos usuários.

Disseminação – A Microsoft coloca o Bing como padrão em todos os Internet Explorers, que já vêm instalados em todas as versões do Windows, o sistema operacional infinitamente mais usado no mundo. Apesar disso, o Google é padrão no Firefox, Opera, Safari, iPhones e Androids, softwares e gadgets que vêm conquistando muito espaço nos últimos anos e não mostram sinais de desaquecimento.

Associação de busca e propaganda – O Google, além de dominar o mercado de buscas online, também possui líderes no mercado de anúncios, com o AdSense e o AdWords. O AdSense, sozinho, foi resposável por 1 bilhão de chamadas aos servidores de anúncios em 2008 e o AdWords também é um sucesso no negócio de divulgação de sites, gerando US$ 16.4 bi em 2008. Isso gera frutos para todos e, como seu resultado está associado às buscas, é interessante para os anunciantes que o Google continue dominando.

Hoje, a questão não está limitada ao âmbito tecnológico, mas envolve, além de tecnologia, muito marketing e a capacidade de atrair parceiros para os serviços de qualquer nova empresa.

O Google não está parado

Obviamente, o grande G não está de braços cruzados. Ele tem lançado novas propostas ao mercado e adicionado recursos a seus produtos já existentes.

Tem sido assim com sua ferramenta de busca padrão e com produtos recentes.

O usuário quer produtividade

velocidade

Competição sempre é bom do ponto de vista do usuário. Muitas novas ideias, recursos e possibilidades só são exploradas a partir da disputa entre empresas. No mundo da internet isto ficou evidente com o surgimento de navegadores como o Firefox após o domínio quase total do Internet Explorer.

Por outro lado, essa mesma batalha pode deixar as soluções um pouco confusas. O Bing traz inúmeras opções para customizar a busca, seja de imagens, serviços ou preços. O Google também tem implementado recuros como o Google Similar Images e opções de busca de imagens.

Até que ponto isto resolve o principal problema do usuário: encontrar resultados relevantes para o que procura. Deve haver um equilíbro entre as opções e a capacidade do motor de pesquisa de compreender o contexto da busca realizada. Grande parte da qualidade de uma ferramenta está associada à velocidade que BONS resultados são trazidos.

O Google sempre gostou de exibir o tempo que levou para fazer uma determinada pesquisa e, opções de pesquisa certamente não são a forma mais rápida para isso. Será que não se deveria trabalhar melhor os algoritmos?

O resultado disto tudo, só o tempo dirá. Ainda estamos no início da evolução de buscas na internet e na disseminação de propaganda online, em todas as suas formas: móvel, buscas, vídeos, blogs, conteúdo, etc. Sites extremamente famosos e visitados, como Youtube e Twitter, ainda não mostraram como podem ser monetizados e ambos ainda dão muito prejuízo a seus donos.

Teremos que aguardar um tempo para obter estas respostas. Espero que o resultado seja positivo para todos. O que as empresas do jogo precisam entender é que internautas querem resultados relevantes e rápidos, o que se traduz em maior produtividade na sua experiência com a internet e na vida, de forma geral.

Imagens de niallkennedy, marinacvinhal e sxc.hu.

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Feed dos comentários5 Comentários

  1. Igor

    Mais uma vez digo q este site me motivou a sair da inercia! Grande Perrone!!

    Nao li o texto todo mas naum poderia deixar de comentar sobre a foto do cachorro…

  2. Vânia

    Olá!

    Gostamos do seu post, e ele é um dos destaques de hoje aqui na home do Blogblogs.

    Confira!

    Abraços,

    Equipe Blogblgos

  3. edilene (Esp. Oeste - RO)

    Maravilho, muito útil fiz uso para preparação de concurso q irei prestar. Um abraço

  4. Panilha's Blog

    […] Perrone do Fazendo Acontecer, diz o […]

  5. Divulgação de site

    Ótimo artigo, antigo, porém ótimo.

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