3 alternativas para o GTD — 7 Hábitos, Deixe para amanhã e Zen To Done

FazendoAcontecer.net.

Produtividade pessoal com GTD? É no FazendoAcontecer.net.

Como mudar sua vida de forma inteligente? É no FazendoAcontecer.net.

Dicas e truques de internet e computação? É no FazendoAcontecer.net.

Lifehacking? É no FazendoAcontecer.net.
Assine nosso feed RSS.

fazendoacontecer-com-gtdO Getting Things Done é a técnica de produtividade pessoal mais conhecida atualmente. Sendo assim, é natural que apareçam metodologias alternativas para o GTD. Algumas são ideias completamente novas, outras advêm de críticos do sistema. Há também os antigos seguidores que adaptaram o método original para adequar às suas necessidades e características pessoais.

Algum tempo atrás, falei um pouco sobre os 4 quadrantes para gerenciamento de atividades de Stephen Covey. Como na semana passada fiz uma enorme compilação de referências sobre GTD na internet, achei que a concorrência merecia um artigo semelhante.

Como seria impraticável listar todas as alternativas de produtividade pessoal existentes, selecionei três que também são bastante conhecidas e bem difundidas: Os 7 hábitos de Stephen Covey; DIT, Do It Tomorrow (Deixe para amanhã), de Mark Forster; e ZTD, Zen To Done, de Leo Babauta.

1. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

quadrantes-7-habitosThe 7 Habits of Highly Effective People é o maior best-seller de Stephen Covey, tendo vendido mais de 15 milhões de cópias desde seu lançamento em 1989. O livro é resultado de sua pesquisa de doutorado, onde analisou os últimos 200 anos da literatura sobre sucesso.

Segundo ele, no perído pós-1920, o sucesso é atribuído a características pessoais, habilidades e técnicas — que ele chama de Ética da Personalidade. Contudo, os 150 anos anteriores mostram preferência pelo caráter, integridade e valores mais profundos da sociedade — batizado por ele de Ética do Caráter.

O livro defende um retorno à priorização do caráter, uma vez que valores governam o comportamento das pessoas, mas os princípios determinam as consequências.

Como o título sugere, ele cita sete hábitos que todas as pessoas eficazes possuem:

  1. Hábito 1. Ser proativo: Princípios da Escolha Pessoal;
  2. Hábito 2. Começar com o Objetivo na Mente: Princípios da Visão Pessoal;
  3. Hábito 3. Primeiro o mais Importante: Princípios da Integridade e Execução;
  4. Hábito 4. Pensar em Ganha-Ganha: Princípios do Benefício Mútuo;
  5. Hábito 5. Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido: Princípios da Compreensão Mútua;
  6. Hábito 6. Criar Sinergia: Princípios da Cooperação Criativa;
  7. Hábito 7. Afinar o Instrumento: Princípios da Auto-renovação Balanceada.

O 7 hábitos de Stephen Covey formam uma metodologia de concepção mais profunda, priorizando o caráter sobre as técnicas e exigindo mudanças interiores.

Ela não tem nenhuma relação com o GTD, até porque foi criada alguns anos antes. Mesmo assim, aparece em primeiro lugar entre os livros de produtividade pessoal da Amazon.

2. Deixe para amanhã — Segredos para gerenciar melhor o seu tempo

Do It Tomorrow é um sistema de gerenciamento de tempo — em oposição ao GTD, que gerencia tarefas. Foi criada por Mark Forster e parte do princípio de que as lista de tarefas comuns que fazemos simplesmente não funcionam. Escrevemos longas listas repletas de atividades que não são realizadas devido a distrações e imprevistos. No fim do dia, nos resta um sentimento de improdutividade.

papel-caneta-lista-tarefasPara combater esse problema, o DIT indica o uso de Listas Fechadas que não estariam sujeitas às distrações do dia-a-dia. Criamos uma lista de ações e a fechamos com um linha no fim. Todas as tarefas que estiverem acima da lista devem ser concluídas até o dia seguinte. Sempre que uma nova atividade não prevista surgir, devemos listá-la abaixo da linha.

No fim do dia, fazemos a análise: se completamos todas as ações acima da linha de fechamento, ótimo. Caso contrário, se temos tarefas por fazer acima da lista ou muitas abaixo delas estão concluídas (a não ser que sejam realmente emergências), precisamos rever nosso planejamento.

Sempre que necessidades novas ou imprevistas aparecerem, devem entrar na lista do dia seguinte. Claro, se forem verdadeiras emergências precisam ser feitas no mesmo dia.

Diferentemente do GTD, o DIT é simples de ser implementado. Oferece algumas dicas de organização, mas não pretende gerenciar cada aspecto da nossa vida. As ferramentas requeridas são igualmente básicas: papel e caneta ou uma lista simples em qualquer sistema é suficiente.

O objetivo principal é balancear criatividade com planejamento. Assim, não precisaremos “apagar incêndios” todos os dias, ao mesmo tempo que nos mantemos flexíveis e inovadores.

3. Zen To Done — O sistema de produtividade extremamente simples

Leo Babauta era uma seguidor do GTD tradicional e publicava textos sobre produtividade pessoal (com GTD) no seu blog. Com o tempo e experiência, identificou algumas falhas na metodologia de David Allen e a adaptou à sua personalidade. Assim criou o Zen To Done, algo como Zen Para Fazer, em português.

jardim-zen-pedras-areia

No artigo de apresentação do ZTD, fala que seu foco é “na simplicidade, em realizar, no aqui e no agora, e não no planejamento e no sistema“.

As falhas do GTD que ele aponta e suas soluções no ZTD são:

  1. GTD requer uma série de mudanças de hábitos | O ZTD se concentra em um hábito por vez;
  2. GTD não foca o suficiente em fazer | O ZTD foca mais em fazer;
  3. Para muitos, o GTD é pouco estruturado | O ZTD oferece o hábito de planejar (tarefas mais importantes do dia e semana) e o hábito da rotina (onde são estabelecidas rotinas fixas semanais e diárias);
  4. GTD tenta fazer demais | O ZTD concentra-se na simplificação;
  5. O GTD dá pouco foco nas suas metas | O ZTD pede que você identifique as grandes conquistas desejadas da semana e do dia.

Leo Babuta não fala que o GTD é ruim — ao contrário, diz que é um melhores sistemas já criados. Mas ele argumenta que pessoas diferentes, com necessidades diferentes, precisam de metodologias também distintas.

Para implementar o ZTD são apresentados 10 hábitos. Cada um deve ser aprendido e praticado isoladamente durante um período de adaptação de 30 dias. Depois desse tempo, passa-se para o próximo hábito e assim por diante. Contudo, não é obrigatório adquirir todos eles. Use os que lhe convêm.

1. Coletar: hábito da captura ubíqua (onipresente);
2. Processar: hábito de fazer decisões rápidas a respeito das coisas na sua caixa de entrada, sem adiá-las;
3. Planejar: hábito de especificar tarefas mais importantes (MIT, most important tasks) para o dia e semana;
4. Fazer (foco): hábito de fazer uma tarefa de cada vez, sem distrações;
5. Sistema simples e confiável: hábito de manter listas simples e checá-las diariamente;
6. Organizar: hábito de manter as coisas nos seus devidos lugares, sem empilhá-las;
7. Revisão: hábito de revisar seu sistema e metas semanalmente;
8. Simplificação: hábito de reduzir suas metas e tarefas às essenciais;
9. Rotina: hábito de estabelecer e manter rotinas;
10. Encontre sua paixão: hábito de procurar trabalhar com o que lhe dá paixão.

Ainda de acordo com o autor, os hábitos 1–8 são os essenciais, mas os 9–10 também devem ser seriamente considerados.

Nunca pratiquei nenhuma destas metodologias, mas entendo que cada uma delas tem seu lugar no mundo e merece respeito. Enxergo o DIT como a simplificação extrema do GTD com foco no tempo. Já o ZTD parece um meio termo entre ambos e tem grandes chances de funcionar.

Os 7 hábitos é bem mais complexo e requer uma leitura aprofundada do livro. Acredito que, mesmo que seja usada como sistema de produtividade pessoal, vale pelo conhecimento e desenvolvimento pessoal que parece oferecer.

Você já tinha ouvido falar destas metodologias? Já leu ou praticou alguma? Se está vendo pela primeira vez, qual sua impressão?

Imagem zen de euart.

Share/Save

O que achou do artigo? Comente.


Feed dos comentários6 Comentários

  1. Walter

    Eu to apanhando disso, mas vou aprender

  2. Faça listas de tarefas eficazes para um GTD produtivo | FazendoAcontecer.net

    […] ferramenta mais básica do GTD (e outros métodos de produtividade pessoal) é a lista de tarefa. Isto não é coincidência. Listas de tarefas provavelmente são o recurso […]

  3. Dino

    Li o livro do Babauta “Zen to Done”, bem interessante. Ele propõe uma vida mais off-line e baseada em habitos. Claro, ele não descarta o GTD mas simplifica. Recomendo a leitura de alguns hábitos. Hoje, por exemplo, tenho minha lista de tarefas em uma agenda e bem simplificada mesmo. Recomendo.

  4. juliana

    estudo de GTD ok

  5. Marcus

    LI algo a respeito dessas técnicas antes, mas não as estudo. São interessantes. Vejo um link delas com o método mind maps (mapas mentais). O que acham?

  6. Tancredo Madison Canuto Sena

    Legal. Entendo que o ZTD é aplicável, sendo que o primeiro, aplica-se apenas ao entendimento das prioridades.

O que você achou deste artigo? Comente.

http://fazendoacontecer.net / 3 alternativas para o GTD — 7 Hábitos, Deixe para amanhã e Zen To Done